Ambientalistas voltam a colocar cruzes em protesto ao descaso com a Lagoa Grande

O principal cartão postal de Patos de Minas sofre com a poluição, o assoreamento e o descaso dos órgãos competentes.

Igor Nunes
14/11/2014 - 20h37

Ambientalistas voltam a colocar cruzes em protesto ao descaso com a Lagoa Grande

Os ambientalistas voltaram a colocar cruzes em protesto ao descaso com a Lagoa Grande, principal cartão postal de Patos de Minas. A manifestação aconteceu na tarde desta sexta-feira (14). Ao todo, 16 cruzes pintadas de vermelho e com dizeres de protesto foram colocadas na lagoa para simbolizar a morte do cartão postal da cidade.

Segundo o ambientalista Luiz Araújo, organizador da manifestação, a intenção da manifestação é cobrar providencias dos órgãos competentes. Ele afirmou que, se continuar do jeito que está o principal cartão postal da cidade pode voltar a ser um brejo. “Morei aqui próximo quando criança, já joguei futebol nesta lagoa quando era um brejo e do jeito que está vai voltar a ser”, ressaltou.

Luiz Araújo frisou mais uma vez que o protesto é pacífico e que não tem vinculo político, como foi cogitado na última vez que as cruzes foram colocadas. Ele disse também que as cruzes vão ficar no local durante duas semanas e depois serão retiradas. “Na primeira vez já tínhamos intenção de retirar, porém a prefeitura não esperou e tirou na calada da noite, sem avisar ninguém”, ressaltou.

O presidente do CODEMA – Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, Ivanildo Alves Zica, acompanhou a manifestação e ressaltou que a Constituição Federal confere o direito às pessoas para se manifestarem pacificamente. Ele afirmou ainda que o protesto tem o apoio do Ministério Público de Minas Gerais que não acatou a denúncia feita pelo prefeito Pedro Lucas, onde dizia que o protesto feria o meio ambiente.

Durante a colocação das cruzes, os manifestantes ainda recolheram dois sacos de lixo jogados dentro da lagoa. Além disso, desta vez as cruzes tem velas para iluminar os dizeres durante a noite.

No local também teve gente contra o protesto. Uma servidora municipal acionou a Polícia Militar contra a manifestação. Ela não quis ser identificada, mas afirmou que o protesto ia afetar o evento Novembro Azul, que acontece neste sábado (15) na Orla da Lagoa Grande. Os policiais estiveram no local e a orientaram que a manifestação era legítima e que não havia nenhuma medida a ser tomada.

Luiz Araújo ressaltou ainda que o protesto estava agendado desde outubro e que eles nem sabiam que aconteceria o evento neste sábado (10). Ele elogiou o evento e disse que é de suma importância para que todos participem.   


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